
No exercício de atuar como provedora de soluções, a MWM International, há cerca de dois anos, foi buscar na Austrália uma oportunidade de negócio no setor de mineração. Em parceira com uma distribuidora autorizada daquele país, EIP Diesel, encontrou brecha no desenvolvimento de motor para ser aplicado em máquinas carregadoras de carvão.
A fabricante e a distribuidora chegaram a um consenso a partir do modelo Série 10, com quatro e seis cilindros. A MWM International fornece os motores e a EIP termina a configuração do equipamento, que será destinado para atender tanto o mercado local quanto países como Estados Unidos, Canadá e Japão.
De acordo com Carlos Vieira, gerente de exportações da unidade de negócios aplicações especiais da MWM International, apesar do volume pequeno, característica dos fornecimentos baseados em aplicações especiais, as margens são consideráveis, além de a Austrália proporcionar potencial animador para o produto. “A perspectiva é de enviar 150 unidades no primeiro ano e alcançar trezentas no terceiro.”
Após registrar recorde de produção em 2010, a MWM International, uma das maiores fabricantes independentes de motores diesel na América do Sul, prevê nova rodada de crescimento neste ano, impulsionada pelas vendas na área de caminhões e comerciais leves – no ano passado, as picapes foram o principal motor dos negócios da empresa na região. Até dezembro, a MWM, afiliada do grupo americano Navistar, espera produzir 160 mil propulsores, com alta de 11% na comparação anual.
Para suportar o ritmo de expansão, os investimentos nas três unidades fabris instaladas no Brasil e na Argentina devem somar US$ 85 milhões, o maior desembolso anual considerando-se o pacote de US$ 345 milhões anunciado para o período de 2010 e 2015. “Uma parte dos recursos será usada para corrigir gargalos nas fábricas de São Paulo e Canoas e outra para novos produtos”, explicou o presidente da MWM International Motores, José Eduardo Luzzi.
Na área de caminhões, disse o executivo, as perspectivas continuam positivas em razão da manutenção da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), até 31 de dezembro, para veículos de transporte, bens de capital e materiais de construção. Além disso, a entrada em vigor das normas de emissão Euro V, no começo do ano que vem, deve levar à antecipação de encomendas que seriam feitas no primeiro semestre de 2011, para escapar de preços possivelmente mais altos em razão de nova tecnologia. “Historicamente, quando entra em vigor uma nova norma, há um movimento de pré-compra”, disse.
No ano passado, o negócio de caminhões respondeu por 24% das vendas da MWM, atrás do segmento de comerciais leves, que ficou com fatia de 34%. A melhora da renda do brasileiro e ascensão de classe se refletiram, entre outras consequências, na maior procura por picapes. “De maneira geral, todos os segmentos têm mostrado bom desempenho”, ponderou. Máquinas agrícolas responderam por 19% das vendas e o segmento de ônibus, por 12%. Demais aplicações, incluindo motores para geração de energia, complementam o mercado atendido pela empresa.
A MWM, que se apresenta como líder na produção de motores diesel para o Mercosul, com participação de 30%, exportou 21% dos motores que produziu em 2010, para mais de 30 países. Dois mercados, o argentino e o americano, se destacam em termos de importância para os embarques da empresa.
Na Argentina, a MWM opera uma fábrica de cabeçotes e usinagem, que também será ampliada neste ano. No entanto, é das unidades fabris instaladas no bairro de Santo Amaro, na capital paulista, e de Canoas (RS) que saem os motores da Ford Ranger ali produzida. Para este ano, comentou Luzzi, a expectativa é a de que as exportações permaneçam na faixa de 20% da produção. “O dólar não ajuda, mas somos, hoje, um dos maiores exportadoras da indústria de autopeças no país.”
No ano passado, a empresa fechou um contrato de seis anos para fornecimento de motores para a turca Otokar, fabricante de ônibus que também exporta veículos para o norte da Africa e Oriente Médio. A produção dos motores envolvidos no negócio deve começar ainda em 2011 – um segundo modelo será fabricado no país no ano seguinte. Também neste ano, a MWM começa a produzir os propulsores que serão exportados para a coreana Daewoo Bus.
Fonte : Valor Econômico
Em evento no HSBC Brasil, companhia premiou os pontos da rede com melhor desempenho este ano.
A MWM INTERNATIONAL, líder no desenvolvimento de tecnologia diesel no Mercosul, promoveu ontem (12/11) evento para premiar os destaques da Campanha de Vendas de 2008. O Osparts – Peças de Reposição contou com a presença do presidente e CEO da companhia, Waldey Sanchez, e dos diretores e representantes da rede de distribuidores de peças de reposição de todo o País.
Durante a cerimônia, foram entregues 11 troféus e placas de homenagem para cada categoria e segmento, inclusive para os pontos da rede internacional. As empresas concorreram nos segmentos CAD – Centro Avançado de Distribuição, distribuidor regional e serviço autorizado, nas categorias volume, performance, variedade de itens e excelência no serviço. De acordo com a gerente de Peças de Reposição da MWM INTERNATIONAL, Regina Cavinato Barbosa, a Campanha de Vendas 2008 estabeleceu metas para toda rede durante os meses de julho, agosto e setembro. “Premiar aqueles que ultrapassaram as metas estabelecidas foi uma forma que encontramos para motivar as equipes, já que a pontuação conquistada seria revertida em prêmios, escolhidos através de um site”, explica a gerente.
Outra ação trabalhada pela MWM INTERNATIONAL, em parceria com a rede, foi o Programa Idéias, um projeto motivacional de melhoria contínua. Este ano, a empresa recebeu mais de 350 idéias de mecânicos, vendedores e colaboradores dos pontos credenciados no País. Uma equipe interna da companhia selecionou as 20 melhores idéias e disponibilizou-as no portal, por onde toda a rede teve acesso à votação. Os autores das 10 idéias mais votadas participaram de um sorteio de um carro 0km. “Tivemos um belo evento, que fortaleceu o bom relacionamento da empresa com a sua rede de distribuidores”, conclui Regina Barbosa.
Fonte: MWM International
A MWM International vem conseguindo administrar os estoques diante do mercado aquecido e elevou em 10% o fornecimento para a área de reposição no acumulado de janeiro a agosto, em comparação ao mesmo período do ano passado. A reposição segue com participação de 20% do total das vendas da fabricante e repete a fatia do ano passado.
Regina Cavinato Barbosa, gerente de peças e reposição da MWM, revela que a tarefa de atender o mercado não é das mais fáceis, uma vez que os pedidos das montadoras são prioridades. “Há épocas em que faltam peças. Precisamos aumentar o estoque nos períodos de baixa produção das montadoras, pois quando a demanda é muito alta sobram poucos produtos destinados à área de reposição.”
A maior parte da demanda é para os motores mais antigos, que compõem fatia expressiva das frotas dos clientes.
Fonte: Autodata